Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

 "Quem vive do que foi, não vai passar do que é" - Rádio Encanto do Rio


No comando: Toca Tudo

Das 00:00 às 6:00

No comando: Bem Suave

Das 06:00 às 12:00

No comando: Sempre Hoje

Das 12:00 às 14:00

No comando: Pau & Corda

Das 16:00 às 18:00

No comando: Conexão Brasília

Das 18:00 às 18:30

 “Quem vive do que foi, não vai passar do que é”

Por Renato Pitanga

Evitei desde ontem comentar com pessoas em volta mas hj eu também vou falar da decepção, eu já estava acreditando, mas a realidade foi um soco no estômago: a Seleção Brasileira está eliminada da Copa do Mundo de 2026. A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final, estendeu o tabu histórico de nunca ter vencido o rival europeu e igualou a pior campanha em Mundiais desde 1990.

O Brasil repetiu erros de apatia tática e falta de criatividade, sucumbindo aos gols de Erling Haaland após desperdiçar chances no primeiro tempo, incluindo um pênalti de Bruno Guimarães. Essa eliminação escancara a maior crise de identidade do futebol nacional, consolidando a sexta eliminação consecutiva para seleções europeias e evidenciando a estagnação diante do pragmatismo adversário.

Um tabu sustentado pela inércia

O Brasil entrou em campo com o peso de cinco estrelas no peito, mas sem o futebol necessário para sustentá-las. Diante da Seleção Norueguesa, o time comandado por Carlo Ancelotti repetiu erros antigos: apatia tática, falta de repertório criativo e uma postura passiva.

Mesmo com chances claras no primeiro tempo, incluindo um pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães e uma oportunidade perdida por Endrick, a equipe desmoronou na metade final. As modificações do treinador desorganizaram o meio-campo, abrindo caminho para que o artilheiro Erling Haaland marcasse duas vezes. O gol de pênalti marcado por Neymar nos acréscimos serviu apenas para mascarar o placar, mas não a atuação.

O futebol mudou, o Brasil não

A eliminação escancara a maior crise de identidade do futebol nacional. Desde o título de 2002, o Brasil acumula seis eliminações consecutivas para seleções europeias em mata-mata de Copa do Mundo.

O histórico do confronto com os nórdicos reflete perfeitamente esse cenário de estagnação. Em cinco jogos oficiais disputados desde 1988, o retrospecto aponta três vitórias da Noruega e dois empates. Enquanto a CBF e a torcida se apegam à mística do “futebol arte” e às glórias do século passado, adversários teoricamente menos tradicionais evoluem com disciplina, força física e refino estratégico. O resultado de 2026 não é um acidente; é a consequência direta de um país que parou no tempo.

O diagnóstico do presente

A máxima não falha: quem vive do que foi, não vai passar do que é. A soberba de Relying (confiança) no peso da camisa foi engolida pelo pragmatismo eficiente do adversário. Para interromper o maior jejum de títulos de sua história — que completará 28 anos no próximo ciclo —, o Brasil precisa parar de olhar para o retrovisor. Sem uma reformulação profunda que abandone a nostalgia e abrace as exigências do futebol moderno, o topo do mundo continuará sendo apenas uma lembrança distante. É isso, em 2030, se ainda estiver por aqui, nesse mundo, sei que vou cair novamente nessa armadilha emocional chamada World cup, e dai ?

Deixe seu comentário: