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Pau podre ou Bananeira: Carreira política de Carlos Almeida acabou antes de começar

Com Informações Direto ao Ponto

O vice-governador do Amazonas, Carlos Almeida (sem partido), é daquelas pessoas em que a convivência no dia a dia é um desafio. Quem conhece sabe que a relação com ele é sempre instável, podendo oscilar da bonança para o atrito na velocidade da luz.

O temperamento explosivo e autoritário fez sua carreira política, que teve início em 2018, entrar num estágio terminal irreversível apenas três anos depois.

Atualmente, Almeida está sumido, não dá expediente na vice-governadoria e se afastou de todos os aliados que fez durante a eleição vitoriosa para o Governo do Amazonas.

 

Carlos Almeida deu os primeiros sinais de que seria uma pedra no sapato da atual gestão ainda na campanha. Teve atritos com apoiadores, e era sempre lembrado por adversários políticos por ter sido um ferrenho defensor de uma indenização de R$ 50.000,00 para as famílias dos detentos, mortos na rebelião nos presídios do Amazonas em 2017.

Por ser o vice-governador, foi colocado em papel de destaque no início da gestão, sendo secretário de Saúde e posteriormente da Casa Civil. Era o articulador político do Governo – com poder de indicar e exonerar secretários – e tinha as chaves do cofre do Estado.

Tamanha responsabilidade, no entanto, ao invés de catapultá-lo foi a derrocada de alguém que não soube lidar muito bem com o holofote do cargo.

 

Enrolado na Justiça

 

Recentemente, foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) num processo envolvendo a saúde pública do Estado e, também, pelo Ministério Público Federal (MPF) por irregularidades no contrato de gestão de duas unidades de saúde em Manaus que culminaram em prejuízos ao patrimônio público de mais de R$ R$ 32 milhões.

Mesmo “mal na foto” com a Justiça, Almeida viu na CPI da Covid no Senado – que quer passar a limpo a gestão do Governo Federal e de prefeitos e governadores durante a pandemia – uma oportunidade de, agora opositor do Governo do Amazonas, criar narrativa a fim de chamar atenção, ganhar alguns minutos de fama e sair do ostracismo.

Foi o que fez em entrevista ao jornal Folha de São Paulo na última semana, onde acusou, sem provas, seu ex-aliado, Wilson Lima (PSC) e o presidente Jair Bolsonaro (sem mandato) de terem sido os responsáveis pela variante do coronavírus encontrada em Manaus.

No entanto, a estratégia não deve funcionar. Ao contrário do que se veiculou recentemente, os senadores não têm, por ora, a intenção de convocar Carlos Almeida para prestar depoimento. Sem partido, sem espaço, sem voto e beirando o desespero, o vice-governador pode ser capaz de tudo para tentar se manter no poder.

Até vender sua alma.

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